Novo vídeo mostra quando ex-padre preso suspeito de estuprar crianças beija uma delas
- Carlos Peixoto
- 10 de fev.
- 2 min de leitura

Um novo vídeo mostra quando o ex-padre Onyemauche Cletus Chukwujioke, que foi preso suspeito de abusar de crianças, beija uma delas em um estabelecimento de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. O vídeo novo mostra quando o homem puxa a criança com o braço e a beija o pescoço dela.
O caso aconteceu na sexta-feira (7). Na ocasião, testemunhas que presenciaram o suspeito tocando uma das vítimas acionaram a Polícia Militar, que prendeu o suspeito no local.
Ao g1, a defesa do ex-padre disse que confia na justiça e alegou que “a forma como a investigação está sendo conduzida e a ausência de elementos probatórios periciais reforçam a necessidade de um olhar atento para possíveis motivações raciais subjacentes à acusação” (leia a nota da defesa na íntegra ao final da reportagem).
Já a assessoria da Arquidiocese de Goiânia disse que Cletus Onyemauche Chukwujioke, conhecido como Anacleto, não é mais sacerdote da Igreja Católica e acrescentou que ele foi demitido do estado clerical por decreto do Dicastério para a Doutrina da Fé em 19 de outubro de 2019.
Um vídeo divulgado pela Polícia Militar mostra imagens de uma câmera de segurança do local, em que o suspeito aparece tocando uma das vítimas.
De acordo com a corporação, o homem era conhecido da família das vítimas e fazia parte da rotina delas, o que facilitava a aproximação. No momento da prisão, ele afirmou ser padre, mas a informação foi verificada e confirmada como falsa pelos policiais.
Conforme a PM, o suspeito já havia sido laicizado, ou seja, expulso da igreja. Expulsão ocorreu por envolvimento em crimes da mesma natureza, conforme a corporação.
"Diante da prisão do O.C.C, manifestamos nossa profunda preocupação com a forma como o caso vem sendo tratado. Observamos um processo de criminalização acelerada e midiática, sem que sejam respeitados os princípios constitucionais da ampla defesa e da presunção de inocência.
Não podemos ignorar que a prisão de um padre negro, cuja trajetória é marcada pela espiritualidade e serviço à comunidade, ocorre em um contexto de seletividade penal, onde pessoas negras frequentemente são alvos de processos que desconsideram garantias fundamentais. A forma como a investigação está sendo conduzida e a ausência de elementos probatórios periciais reforçam a necessidade de um olhar atento para possíveis motivações raciais subjacentes à acusação.
Além disso, é inegável que a Igreja Católica, historicamente, tem sido alvo de tentativas de deslegitimação, sobretudo quando religiosos exercem um papel social relevante e influente. O padre O.C.C, sempre atuou em prol dos mais necessitados, levando sua fé e compromisso àqueles que mais precisam. É essencial que seu caso seja tratado com o devido rigor jurídico, mas sem atropelos ou julgamentos precipitados que violem seus direitos.
Reafirmamos nossa confiança na Justiça e exigimos que o devido processo legal seja rigorosamente observado, sem contaminação por pré-julgamentos ou preconceitos de qualquer natureza."
Fonte: g1 Goiás.