Detenta na CPP afirma estar grávida de enfermeiro investigado por relações com presas
- Carlos Peixoto
- 4 de fev.
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Uma mulher detenta da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia denunciou estar grávida de um enfermeiro que atuava no presídio, acusando-o – juntamente com um médico e dois policiais penais – de manter relações sexuais com detentas. A denúncia, registrada no início de janeiro, foi confirmada após a oitiva de vítimas e profissionais de saúde, o que levou à instauração de uma sindicância.
Segundo a Polícia Penal, a mulher realizou vários testes de gravidez feitos pelo enfermeiro e, após a denúncia, foi transferida para a Unidade Prisional Regional Feminina de Inhumas. Em resposta, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia encerrou o contrato do enfermeiro, que, junto com o médico, foi afastado da CPP e proibido de ingressar em qualquer unidade prisional. Dois policiais penais também foram suspensos – um por seis meses, com recolhimento da identidade e arma, e outro por 30 dias, com salários mantidos.
As investigações continuam, e tanto o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-GO) quanto o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) afirmam que estão tomando as medidas cabíveis para apurar as denúncias. As autoridades ressaltam que qualquer conduta que viole a integridade física e moral dos detentos não será tolerada.