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Bolsonaro chama julgamento de ‘perseguição política’ e tentativa de impedi-lo em 2026

Julgamento está previsto para ocorrer em três sessões: duas nesta terça-feira (25), às 9h30 e às 14h, e a terceira no dia 26, às 9h30


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-SP) divulgou uma mensagem nesta terça-feira (25) na qual afirma que o julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, no qual ele pode ser tornar réu, é a “maior perseguição político-judicial da história do Brasil” e seria motivado por “claros interesses políticos de impedir que eu participe e ganhe a eleição presidencial de 2026″. O texto ainda critica a participação de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin no julgamento, por serem o que chama de “conhecidos desafetos”.

A RECORD confirmou que Bolsonaro embarcou para a capital federal e deve pousou no Aeroporto de Brasília por volta das 8h40.


Além disso, Bolsonaro afirmou que nenhum ex-presidente “teve sua vida pessoal, financeira e política devassada de maneira vil” e mencionou as supostas “perseguições” que tem sofrido, citando o caso do filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os EUA devido, segundo o ex-presidente, “ao nível de perseguição que ele [o filho] sofre”.


Tentativa de golpe

Além disso, Bolsonaro afirmou que é acusado de “um crime que jamais cometi” ao comentar a suposta tentativa de golpe de Estado. “Conversei com auxiliares sobre alternativas políticas para a Nação, mas nunca desejei ou levantei a possibilidade de ruptura democrática. As mudanças nos comandos das Forças Armadas foram feitas sem problemas. Sempre agi dentro das quatro linhas da Constituição”, disse.


Críticas ao processo

O ex-presidente classificou o processo como “uma aberração jamais vista” e afirmou que “pessoas foram coagidas a fazer delação premiada para salvar suas famílias”. “As defesas são cerceadas, as investigações correm em segredo de Justiça e são realizadas prisões arbitrárias”, disse, referindo-se ao acordo fechado entre a Polícia Federal e seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid.


Além disso, Bolsonaro afirmou que as “provas de acusação se baseiam em uma única delação premiada”, cujo conteúdo teria sido alterado onze vezes. O ex-presidente também criticou o tempo que sua defesa teve para analisar mais de 1.200 páginas do processo e afirmou que seus advogados não tiveram acesso a todo o material.

“Sou acusado de promover uma tentativa de ‘golpe de Estado’ sem qualquer prova. Durante os quatro anos do meu governo, foram realizadas duas eleições com milhares de candidatos e mais de três dezenas de partidos de diversas matizes, sem um único incidente grave! Todos os eleitos tomaram posse”, completou Bolsonaro.


‘A democracia prevaleceu’

No final da mensagem, o ex-presidente disse confiar na Justiça e ressaltou que a democracia prevaleceu, já que Lula tomou posse. “Saí do país, não estava aqui no dia 8/1 e, mesmo assim, tentam me condenar. Sabem que, se eu disputar a eleição presidencial de 2026, serei vitorioso e colocarei novamente o Brasil no rumo certo.”


Fknte: R7

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